desembarasar asked: "oláa princesa"

oláa coisa linda 

Eu não consegui me expressar e empaquei na primeira frase comecei a gaguejar e falei tudo sem pontos emendando tudo uma confusão danada e quando eu percebi eu já estava vermelha e as minhas sardas já não eram tão visíveis assim e eu comecei a ficar sem ar e a minha expressão facial começou a ficar desagradável e eu juro pra você e tenho completa certeza de que tu também achou isso porque apesar de ser tudo direto e planejado era de coração e nada que eu fazia amenizava toda a falta de ar que eu estava sentindo e finalmente eu parei de falar abobrinhas e comecei a falar do meu amor e das horas constantes e incontáveis que passei pensando em você e você ficou assustado talvez por nunca ter tido uma menina tão direta como eu tão desastrada e tão sem ar e eu finalmente me acalmei mas continuei falando tudo de uma vez e eu sentia sua angústia e via que tu queria falar algo mas eu não conseguia parar de falar pois eu sabia que se eu deixasse você falar eu não conseguiria terminar meu texto que eu planejei e decorei do começo ao fim das 1 da manhã até as 4 e eu não pude te deixar falar nada pois eu tinha medo da sua resposta e talvez da sua irrelevância e eu me vi perdida sofrendo por algo que eu mesma não conseguia fazer pois talvez você não estivesse entendo nada e talvez você estivesse pensando que eu era simplesmente uma boba e totalmente apaixonada quem sabe uma ignorante que não sabe de nada no amor e que pensa que ama alguém de verdade mas eu não pude te deixar falar pois eu já estava no final e todo o meu empenho já tinha sido de bom grado pois eu sei que tudo o que eu disse valeu a pena mas jamais imaginaria tão direto e tão sem ponto e eu me vi de novo perdida e sem controle e comecei a falar coisas que não estavam no script e eu já comecei a me embolar e eu que já estava toda sem graça e reação percebi que já estava se tornando cansativo toda as palavras diretas e sem concordância que saíam da minha boca eu comecei a gaguejar mas que merda você começou a rir de mim e eu comecei a elogiar o seu sorriso e a sua risada pois eu sempre percebi e fitei-te nos intervalos de aula e comecei a me declarar e dizer ainda mais sobre o meu amor por você assim mesmo sem pontos e sem interrupções eu dizia te amar e você escutava fingindo me amar também e eu finalmente calei a boca e fugi de vergonha mas no dia seguinte você me procurou e como eu sei você sempre foi ótimo em discursos ou coisas assim e eu me surpreendi pois o que eu mais queria estava ali me ensinando a não gaguejar e eu finalmente passei a te amar mais mesmo que sem pontuação e limites.
— Alugue Felicidade - Eu imaginei morrer sem ar mas acabei morrendo de amor.   (via desembarasar)
Eu passei o dia todo pensando em você. E pensei tantas coisas, idealizei tantos momentos de nós dois juntinhos. Pensei em como seria se você morasse perto de mim, do lado da minha casa. Sem distância nenhuma pra impedir que eu te visse. Imaginei você vindo à minha casa, em um dia da semana. Eu abriria a porta e te abraçaria bem forte, sem te soltar. Ficaríamos alí por alguns minutinhos. Você me olharia sem reação, só me abraçaria também. Entraríamos e ficaríamos jogados no sofá vendo sessão da tarde. Iria estar passando seu desenho favorito, e iríamos parecer duas crianças rindo do filme. Eu te morderia, e você sorriria dizendo que minha mordida doeu. Te chamaria de idiota, imbecil e irritante. E você ia retrucar. Nos irritaríamos de todas maneiras, você me jogaria no chão me enchendo de cócegas, eu iria chorar de rir tentando me soltar. Jogaríamos vários jogos e você iria perder em todos. Tomaríamos banho de piscina e eu jogaria água na sua cara, depois te abraçaria alí mesmo e olharia no fundo dos seus olhos sem dizer nada. Você ficaria na minha casa o dia todo, não fazeríamos nada, só iríamos estar juntos. Quando ficasse de noite, correríamos pra cozinha fazer brigadeiro. Sujaríamos a cozinha toda e minha mãe reclamaria depois de toda essa bagunça. Mas, não ligaríamos. Você me ajudaria a limpar depois sem reclamar. Sentaríamos no sofá com a panela de brigadeiro na mão e duas colheres. Eu sujaria seu rosto de brigadeiro e depois beijaria pra limpar. Assistiríamos a um filme de comédia romântica, dizendo que os principais do filme era eu e você. Eu iria te irritar, mexer no teu cabelo e bagunçar. Iria te morder, mas depois te mimaria. Te colocaria entre meus braços fazendo você deitar no meu colo. Mexeria no seu cabelo bem de leve, e sussurraria que você me faz um bem danado. Imaginei também, se fossemos namorados. Andaríamos de mãos dadas por aí. Eu pararia no meio da rua e te daria um beijo bem demorado. Faria questão de te apresentar pra todos os meus amigos, me gabaria dizendo que você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Que eu tenho sorte em ter você. E todos que perguntassem se estávamos namorando, eu iria dizer com um sorriso enorme que sim. Viajaríamos juntos, deixaríamos um bilhete na geladeira dizendo que fomos viajar e ficaríamos alguns dias fora de casa. Iria ser só eu e você. Sem ninguém. Eu imaginei um jantar em família, a minha e a sua juntas na mesa. Eu te apresentaria meus pais e você apresentaria os seus. Faríamos todas as coisas clichês que um casal faz. Você dormiria na minha casa e eu dormiria na sua casa também. Eu iria te beijar a hora que eu quisesse, eu saberia que você me pertenceria. Eu não me cansaria de te dizer várias vezes ao dia que eu te amo. Mas também eu iria continuar te irritando, te chamaria de “meu amor” mas não iria deixar de te chamar de “idiota”. Eu te consolaria se algo te deixasse triste, eu te daria o meu ombro pra você chorar se algo te afetasse. Se você estivesse mal e me ligasse no meio da noite eu iria correndo. Não importaria que horas seriam, eu iria te ver e te fazer ficar melhor. Você seria a melhor pessoa que eu conheci na minha vida. Mesmo que muitas vezes eu ficasse triste com você, ainda assim você seria a pessoa que iria me fazer feliz. Só você. Além de namorados, seríamos amigos também. Você iria me trollar quase todos os dias e eu te daria o troco. Comemoraríamos meses e alguns anos de namoro. Nossa família iria se acostumar com você abrindo a geladeira e eu na sua casa deitada no sofá. Eu imaginei que, pudéssemos casar. Casaríamos na praia, todo mundo de branco e com um chinelo havaianas no pé. Trocaríamos as alianças e correríamos para o mar, pulando as ondas de mãos dadas. Sairíamos pra Lua de Mel e na volta, compraríamos o nosso apartamento. Continuaríamos sendo aqueles dois idiotas, que se irritavam, que discutiam, mas que eram loucos um pelo outro. Eu brigaria com você por ter deixado a toalha molhada em cima da cama, você sairia andando sem dizer nada e eu iria atrás te xingando de tudo. Brigaríamos por coisinhas bobas, e discutiria contigo dizendo: “Mas amor, hoje é meu dia de amar mais.” E no meio das nossas brigas, nos beijaríamos e cairíamos na nossa cama. Compraríamos um cachorro que iria bagunçar a casa toda e dormir com a gente na cama. Você ia conseguir um emprego, eu iria estar terminando minha faculdade. Dividiríamos uma vida juntos. Você me conheceria mais do que eu mesma, e eu te conheceria mais do que você mesmo. Eu te cuidaria como ninguém nunca te cuidou algum dia, se você ficasse doendo eu te daria remédio e levaria comida na cama pra você. Eu te abraçaria forte no meio da noite se você tivesse um pesadelo, e só iria dormir se você dormisse primeiro. Você iria me dar seu colo quando eu não estive nos meus melhores dias. Eu secaria suas lágrimas se você ficasse triste. Aliás, eu nunca te deixaria ficar triste. Me transformava em um palhaço, faria tudo que pudesse arrancar de você uma gargalhada. Você só iria chorar se fosse de rir das cosquinhas que eu fizesse em ti. Eu lembraria com você de todos os momentos que passamos juntos, de todas as dificuldades que passamos pra ficarmos juntos. Eu te lembraria todas as manhã antes de você ir trabalhar que eu te amo, eu te mandaria várias mensagens bobinhas dizendo que você é um idiota, mas eu amo você. Eu te lembraria todas as noites que você foi e é a melhor coisa que me aconteceu. E que você pertence só à mim. Eu pensei tudo isso, pensei em você, pensei em nós, e acredite, eu sorri imaginando cada um desses momentos com você.
Nathalia V.    (via desembarasar)
Mais uma vez estou dilacerada, preenchida com a saudade que vagamente me machuca ainda. Na verdade me machuca muito, como um corte no meu coração, não pior como um buraco que se abriu, que vai engolindo aos poucos as coisas boas que existiam em mim. Esse buraco que você deixou e que só você pode preencher. Parece bobo, ou até mesmo idiota mais eu ainda tenho esperança, esperança de que você volte, volte para mim, de que dê certo, esperança que nós trilhemos um caminho juntos, que por fim possamos ser feliz. Tenho esperança que possa ver a idiotice que fizeste antes que seja tarde, que vejas que na sua frente, bem na sua frente tem alguém que lhe ama, que te quer bem, que te quer fazer feliz, te quer fazer sorrir todos os dias, ou morrer de amor e mesmo assim continuar vivendo. Alguém que te ama, te entende, te conhece como ninguém, sabe suas dores, manias e costumes. Alguém que acredita no amor, pode-se até chamar-me te tola, mais a esperança é a última que morrer certo ? Estou com um coração ferido, mais não abaixo a cabeça para ninguém e nem nada e muito menos choro na frente de alguém, sou até mais forte que pensa em devidas horas, me assusto comigo mesma e com a tamanha frieza que me transformei; em outras pelo contrário, sou mais fraca que imaginava. Um exemplo fácil é a minha prepotência em te esquecer, sou fraca, porque choro, choro na esperança que tudo se vá com as lagrimas, que a sensação de abandono e saudade se vá. Já está na hora dessa chuva passar e o arco-íris voltar a brilhar, isso está durando mais que aguento. Estou ficando cada dia mais fria, vem me esquentar novamente. Mesmo sabendo que posso sair mais machucada do que se me desatasse agora de nós dois eu vou persistir, eu ainda acredito em nós, não vou desistir fácil assim, se preciso vou continuar a viver de museu vendo navios; não vou desistir da única coisa certa que aconteceu na minha vida, não vou desistir da única coisa que realmente me fez feliz. Não vou mentir que esperava mais, de você, de alguém que dizia me amar, esperava que ficasse mesmo depois do adeus, que ficasse por mais uns minutos me abraçando e esse, sempre é o meu erro além de se apegar demais, esperar de mais, sempre esperei demais de você ou de qualquer outro, e sempre fiz pouco; sei disso. Observe que o meu erro é sempre na palavra “demais”, pessoa intensa que sou, comigo realmente não tem nada de pela metade, ou é oito ou é oitenta ou é ou não é, e nesse exato momento o que eu quero é você, e por mais que eu saiba que posso me machucar mais é você quem eu quero, e é atrás disso que eu vou correr. Guarde um lugarzinho para mim no seu coração, e na sua nova vida.
— Machucada, ferida e abandona, mas a esperança é a última que morre certo? Julia  (via desembarasar)
Ele não espera eu me maquiar. Ele não puxa a cadeira pra eu sentar. Ele não abre a porta pra eu poder passar. Ele não me faz carinho. Ele não me dá atenção. Ele não sabe me chamar de algo carinhoso. Ele não sabe me surpreender. Ele não sabe dançar valsa. Ele não sabe qual a diferença entre os 4 “porquês”. Ele não sabe escrever uma cartinha de amor pra mim. Ele não sabe me esperar pra dormir. Ele não sabe ler um livro e ser maior mentalmente. Ele não sabe comer algo diferente, a não ser as coisas gordurosas e que fazem mal que ele come todos os dias. Ele não sabe dar presente. Ele não sabe acompanhar. Ele não sabe se vestir direito. Ele não sabe impor respeito. Ele não se preocupa comigo. Ele não se preocupa com ele mesmo. Ele é idiota. Ele é egocêntrico. Ele não tá nem aí. Ele não me liga. Ele não me manda mensagem. Ele não me escreve. Ele não me cita. Ele é ele, e ele me irrita. Ele não sabe conversar, e sai gritando já na partida. Ele não espera ninguém, vai na frente e que se dane os outros. Ele não sabe nada da vida, tampouco sobre a felicidade. Ele não sabe impor saudade no peito de ninguém, pois além de ser um burro, ele não faz falta. Ele não dá saudade. Ele não dá preocupação. Se morrer, que pena, morreu. Ele não impõe nada de interessante na vida de ninguém. Ele não sabe ver um filme de romance sem reclamar. Ele só sabe assistir filme que envolva sangue, morte e um bocado de coisas nojentas. Ele não sabe diferenciar “descrição” de “discrição”. Ele não sabe ler um livro grande sem reclamar da monotonia e da exaustão. Ele não sabe me poupar, tampouco poupa-se. Ele não sabe viver consigo mesmo, tampouco com os outros. Ele não sabe fazer os meus olhos brilharem, nem o meu sorriso se abrir. Ele não sabe. Ele só sabe deitar no sofá e pedir coisa. Uma cerveja, um pedaço de pizza, um pote de sorvete, o controle da televisão, o controle do dvd. uma coberta, um copo de água e todas as outras possibilidades. Pedir vergonha na cara ele não pede. Pedir uns tapas na cara ele não pede. Ele não pede, mas eu sei que ele quer. E eu juro, um dia eu viro a cara dele. Acorda! Ninguém gira em torno dessa sua bola deprê que você chama de mundo. E eu tenho vontade de agarrá-lo, e dizer frente a frente que por mim chega. Chega! Eu não nasci pra ser isso. Eu sou mulher, e mulher vai além desses serviços baratos de amor incorrigível. Ele é estúpido. Ele não sabe demonstrar. Se pudesse, ele faria sexo assistindo o jogo de futebol. Se pudesse, ele faria sexo com a tv ou com o computador. Ele não sabe amar. Não sabe esperar, tampouco se apaixonar. Ele é trivial. Ele é cansativo. Ele é irrelevante. Ele não sabe ir até o final. Desiste na largada e me dá mais uma cerveja que eu já estou cansado. Chega! Não quero alguém que morra na primeira passada… Isso é trash. Ele não sabe levar o lixo pra fora. Não sabe lavar a louça. Não sabe deixar o frango descongelando. Não sabe estender a roupa no varal. Não sabe fazer nada do que eu digo. Ele só sabe levantar os pés pra eu varrer rente ao sofá. Só! Ele é desnecessário. Bagagem pesada e sem relevância alguma. Ele me joga longe e eu estou jogando ele pra longe também. Ele só gosta de beber e de estar só. Gosta tanto que agora vai ficar só, mesmo. Sem mim, só com ele mesmo. Já li alguns textos pra ele, e ele sempre me perguntou se algum desses textos eram pra ele. Eu dizia que não, e de fato não eram. Ele não merecia sequer um texto meu. O que eu poderia falar além disso? Ele não saberia raciocinar. Acho que de tão lerdo e sem cultura, o cérebro explodiria… De tanta informação contida em um único e simples texto. Ele sempre reclamou de tudo, inclusive de um texto que eu nunca escrevi pra ele. Mas tudo tem seu tempo. Você sempre reclamou sobre o quão irrelevante eu era com você. Reclamou durante dias, meses, sobre eu nunca ter escrito um texto pra você. Você sempre me negou a possibilidade de escrever um texto bonito e cheio de mimos. E sabe o por quê? Porque eu sei que você não leria sequer a primeira linha. E além de perda de tempo, seria perda de sentimento. Você sempre reclamou por nunca ter recebido um texto meu… Toma esse pra você!
— Alugue Felicidade “Mabel ao ex, quem sabe eterno amor.”   (via desembarasar)
Sou uma poetiza desventurada por escrever em linhas tortas, por reescrever a mesma história e de uso clichê. Sou um verso mal interpretado, um poema rasgado pela fúria do coração. Estou em desuso,falta minha descrição no papel. Me ponho a escrever. Sou uma incógnita, uma vírgula mal colocada na frase e dizem me até ser uma aspa. Apenas me chame do que tem medo,diga me você o que não consegue escrever. Nenhum dos vários poemas já feitos descrevem aqui tamanha façanha de por o coração em forma de palavras. Pois colocar palavras no papel não é nada fácil quando se quando me engulo por dentro. Eu sou você,sua história,um ponto de interrogação. Eu sou o resto de mim, uma sustentação da alma. Não é nada pessoal,apenas aqui me descrevo,pois cansei de descrever sobre amores atormentados pelas vagas lembranças,pelo sofrimento alcançado depois da velha amiga chamada ilusão. Preciso de um tempo para descansar,organizar o coração e abastecer minha alma. Não me confunda com um simples texto,quero mais de você,tudo em palavras o que já foi dor acumulada dentro de si. Não precisa ter vergonha,venha! Puxe uma cadeira e vamos conversar,qualquer coisa. Preciso observar como estás tua alma,não se sinta vazia agora. Eu lembro quando te conheci,foi naquela noite fria de novembro que te vi me escrevendo naquele seu caderno de capa amarela,você estava chorando. Eu te abracei sem perceber,houve um sopro quente no teu coração e adormeceu em meus braços. Jamais esquecerei daquele caderno,eu observei atentamente o seu sono e as palavras vazando de seu corpo e transformando se em uma cicatriz no teu peito. Eu vi o tempo passar e você crescer,tornou se em uma bela mulher,esqueceu o caderno de capa amarela,me esqueceu. Tanto tempo depois o destino nos uniu junto ao teu caderno. Eu te levei embora e você sorriu desta vez,houve silêncio e logo a partida. Agora nós lemos o que havia escrito no caderno, a nostalgia te rodeou até quase te sufocar. Te lembro que agora não mais possui o coração de cicatrizes,apenas a alma. Eu sou o próprio poema,sou você e a morte.
— Um trecho mal interpretado,um pedaço rasgado… (Gerusa Paiva, ele-sem-julieta)
Faltou alguma coisa. Um beijo a mais numa quarta-feira, um abraço num dia mais frio, um café meio gelado e os pés quentes entrelaçados. Alguma coisa faltou, David. As pessoas na maioria das vezes vão embora pela ausência de alguma coisa, e não pela presença dela. E o que faltou? Eu te dei tudo o que eu poderia dar, eu alcancei a prateleira mais alta pra pegar o ursinho que você queria, eu gastei as solas do sapato rodando pelas ruas até achar aquele jogo pra você. Eu sabia que você iria me trocar pelo video-game nos finais de semana, mas eu só queria te ver feliz. Eu não me importava de ter meus beijos rejeitados por algumas vezes em troca de tiros e sangue na tela da TV, porque o que importava mesmo era te ter ali, do lado, mesmo que a sua atenção no momento não estivesse voltada a mim. Hoje eu me apego demais aquele ditado: “Mal com fulano, pior sem!”, mas continuo me apegando mais mesmo à você. A gente sempre teve altos e baixos. Baixos e mais baixos, mas a gente tava ali, firme. Tirando as pedras do caminho e nos carregando quando não fosse possível caminhar. David, a gente tentou, você tentou, mas eu tentei mais, porque você sempre foi do tipo que desiste quando acha que não tem mais jeito, mas tem… Sempre tem. Eu sempre disse que tinha, porque com você, eu acreditava que realmente tivesse. Mas e sozinha, que jeito eu arrumo de continuar? Que jeito eu encontro de seguir sem você? Pra quem eu vou comprar jogos e com que video-game eu vou disputar atenção? Meus sapatos? Novinhos em folha. Faz tempo que não gasto a sola andando por aí pra caçar as coisas que você sempre me pediu. O seu último pedido eu to tentando realizar. Te esquecer! Esse eu não prometo cumprir, mas eu prometo tentar. Por todo tempo eu quis te ver feliz, não seria agora que eu roubaria teu sorriso só pra mim. Seria egoísta demais da minha parte, e você sempre disse: “Rafi, você não é assim!” Eu não vou ser, David. Olha aí, minha persistência e meu não-egoísmo lutando até enquanto hajam forças fazendo com que você fique bem, mesmo que eu não esteja. Engraçado como alguns seres humanos procuram ser mais “humanos” do que “seres”. Eu não tô sendo eu, nunca fui. Tô sendo você todo o tempo. Tá aí o defeito que você nunca viu e mim: Eu sou boa demais. Eu sou ótima. Eu sou muito pra você.
— Areia demais pro seu caminhãozinho.
                 rafi and david   (via desembarasar)
Sou uma poetiza desventurada por escrever em linhas tortas, por reescrever a mesma história e de uso clichê. Sou um verso mal interpretado, um poema rasgado pela fúria do coração. Estou em desuso,falta minha descrição no papel. Me ponho a escrever. Sou uma incógnita, uma vírgula mal colocada na frase e dizem me até ser uma aspa. Apenas me chame do que tem medo,diga me você o que não consegue escrever. Nenhum dos vários poemas já feitos descrevem aqui tamanha façanha de por o coração em forma de palavras. Pois colocar palavras no papel não é nada fácil quando se quando me engulo por dentro. Eu sou você,sua história,um ponto de interrogação. Eu sou o resto de mim, uma sustentação da alma. Não é nada pessoal,apenas aqui me descrevo,pois cansei de descrever sobre amores atormentados pelas vagas lembranças,pelo sofrimento alcançado depois da velha amiga chamada ilusão. Preciso de um tempo para descansar,organizar o coração e abastecer minha alma. Não me confunda com um simples texto,quero mais de você,tudo em palavras o que já foi dor acumulada dentro de si. Não precisa ter vergonha,venha! Puxe uma cadeira e vamos conversar,qualquer coisa. Preciso observar como estás tua alma,não se sinta vazia agora. Eu lembro quando te conheci,foi naquela noite fria de novembro que te vi me escrevendo naquele seu caderno de capa amarela,você estava chorando. Eu te abracei sem perceber,houve um sopro quente no teu coração e adormeceu em meus braços. Jamais esquecerei daquele caderno,eu observei atentamente o seu sono e as palavras vazando de seu corpo e transformando se em uma cicatriz no teu peito. Eu vi o tempo passar e você crescer,tornou se em uma bela mulher,esqueceu o caderno de capa amarela,me esqueceu. Tanto tempo depois o destino nos uniu junto ao teu caderno. Eu te levei embora e você sorriu desta vez,houve silêncio e logo a partida. Agora nós lemos o que havia escrito no caderno, a nostalgia te rodeou até quase te sufocar. Te lembro que agora não mais possui o coração de cicatrizes,apenas a alma. Eu sou o próprio poema,sou você e a morte.
— Um trecho mal interpretado,um pedaço rasgado… (Gerusa Paiva, ele-sem-julieta)
Estou com medo de não poder realizar tudo que eu desejo na vida. Não sei se um dia vou ter você pra mim. Aqui do meu lado, sem ninguém pra atrapalhar. Será que vou conseguir viajar com vinte amigos pra um lugar desconhecido e ao mesmo tempo magnifico sem ninguém pra interromper e dizer que não podemos ir? Eu ainda quero ter minha própria casa, com um cachorro chamado Luck. Eu ainda quero ter meu próprio carro e mostrar que não é só os homens que sabem dirigir bem. Eu ainda quero ver meus netos e dizer como foi minha vida. Entregar a eles algo precioso que passe de geração a geração. Quero viver até os 100 anos e poder ver meus bisnetos correndo pela casa como se não houvesse o amanhã. Ainda quero poder ter meu próprio escritório e não depender de nenhum homem pra comprar o que eu quero. Eu sinceramente ainda quero e tenho a vontade de ter um amor de verdade. Daqueles que não vai embora. Aqueles que fica pra sempre sem reclamar. Quero poder casar numa igreja de vestido branco e dizer “Sim” ao meu amado no altar. Ainda quero ver esse mundo ser uma coisa melhor, se é que isso vai acontecer. Quero daqui alguns anos sentar numa varanda e relembrar de tudo que eu vivi, de tudo que eu passei. Dos amores que eu me enganei. Das loucuras que eu fiz. Dos momentos marcantes que eu nunca vou esquecer. Eu quero estar viva daqui alguns anos e poder ter orgulho do que eu fui hoje. Relembrar das inúmeras vezes que eu não desisti, quando a coisa mais fácil era jogar tudo pro alto e fingir que nada aconteceu. Eu quero ser vista como uma menina que além de ter seus problemas, soube ajudar aos que precisavam dela também. Quero ter a felicidade presente em mim, sem nenhuma tristeza pra atrapalhar. Quero poder viver ao lado de alguém até ficarmos velhinhos e mesmo depois de tantos anos não deixarmos de nos amar. Estou afim de ter a vida que eu sempre sonhei. E isso concerteza vou tentar conseguir. Na verdade, eu quero poder morrer em paz. Mais antes quero fazer tudo isso sem ter medo de errar.
—   Carina Souza.  (via desembarasar)